TRAMAS DE PODER E RISCO ECOLÓGICO
a Faixa Sanitária e o Anel de Chapadas, Brasília DF
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6659Palavras-chave:
poder público, risco ecológico, faixa sanitária, chapadas, BrasíliaResumo
A presente comunicação tem como tema as tensões de poder entre intrumentos de ordenamento territorial e o seu suporte físico geomorfológico. Problematiza-se como a faixa sanitária, concebida em 1957 para a proteção do Plano Piloto em termos sanitários, pode ter induzido a uma expansão urbana sobre o cordão de chapadas, regiao sensível ambientalmente, sujeita a riscos ecológicos de impacto na recarga de aquíferos. Tem como objetivo investigar as dinâmicas dessa expansão, identificando vínculos entre instâncias institucionais que compõem o aparato do Estado e a produção social do risco ambiental. A intenção é “pensar fora do eixo” na lacuna de pesquisas que relacionem a criação da faixa sanitária com a ocupação de áreas de recarga de aquíferos em Brasília. A metodologia adota uma abordagem quali-quantitativa, por meio da análise documental e bibliográfica, além da abordagem quantitativa via processamento de dados da plataforma MapBiomas (1985-2024), na busca de quantificar a perda de áreas de recarga. O estudo revela um crescimento da mancha urbana em 188% , caracterizando a perda de áreas de recarga no anel de chapadas, evidenciando que o confinamento do Plano Piloto por uma faixa sanitária pode ter fragilizado a hidrolgia de todo o Distrito Federal.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Cátia dos Santos Conserva, Rômulo José da Costa Ribeiro

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.