PEDRAS QUE DESVANECEM, LIMITES QUE PERMANECEM
reflexões sobre percepção, memória e limites em Natal (1970-1990)
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6670Palavras-chave:
história cultural, portas de entrada, imagem da cidade, crescimento urbanoResumo
A urbanização de Natal entre as décadas de 1970 e 1990 é marcada pela transição de uma cidade contida pelas "correntes" para uma malha fragmentada de limites aparentemente diluídos. Este artigo discute os conceitos de percepção e memória como mediadores da experiência urbana, visando fundamentar a investigação sobre como os habitantes significam os limites em um cenário de rápida expansão e desmaterialização de seus acessos, associando essas reflexões ao caso de Natal. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental de caráter exploratório, que articula a análise de percepção, imagem da cidade e limites, conforme proposto por Kevin Lynch, com a discussão sobre memória desenvolvida por autores como Ecléa Bosi, Henri Bergson e Maurice Halbwachs, integrando também outras referências teóricas. Sugere-se que, com o desaparecimento dos limites físicos, a função de sustentar a orientação espacial e a identidade do habitante tende a ser transferida para o campo da memória. O trabalho propõe que a análise das representações subjetivas pode revelar sentidos de pertencimento que persistem para além do apagamento de referências concretas de entrada e saída da cidade.
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