O EMPRESARIAMENTO DA CULTURA E A CIDADE COMO VITRINE
o São João de Campina Grande em disputa
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6674Palavras-chave:
Empresariamento Urbano, Cultura, Espaço Público, Parcerias Público-Privadas, Campina GrandeResumo
Nas últimas décadas, festas populares e eventos culturais têm sido progressivamente incorporados às estratégias de planejamento urbano orientadas pela competitividade territorial, pela atração de investimentos e pelo marketing urbano. O estudo discute como a adoção de parcerias público-privadas e a centralidade do patrocínio corporativo reconfiguram o caráter público da festa, o uso do espaço urbano e as formas de acesso e consumo cultural, ancorado nas contribuições teóricas de Carlos Vainer e David Harvey. Metodologicamente, o artigo adota abordagem qualitativa, baseada em análise documental de materiais institucionais, registros de patrocínio e conteúdos de divulgação oficial do evento. Argumenta-se que, ao operar como plataforma de valorização econômica e territorial, o São João de Campina Grande passa a reproduzir dinâmicas de seletividade social e subordinação do interesse público à lógica de mercado, evidenciando contradições centrais do modelo de empresariamento da cidade em contextos de forte apelo simbólico e identitário.
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