REPERCUSSÕES DA EXPANSÃO URBANA EM MUNICÍPIOS DE PEQUENO PORTE
um estudo sobre Floresta-PR (2006-2023)
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6682Palavras-chave:
Produção do Espaço, Expansão Urbana, Produção Habitacional, Problemas Urbano-Ambientais, Floresta-PRResumo
O presente artigo analisa os processos de produção do espaço urbano em municípios de pequeno porte populacional, com foco no estado do Paraná e, especificamente, no caso de Floresta-PR entre 2006 e 2023. A pesquisa investiga como a expansão urbana, impulsionada pela produção habitacional, com destaque para o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), repercutiu em problemas urbano-ambientais. Neste trabalho, discute-se a contradição entre o arcabouço normativo, representado pelos Planos Diretores Municipais (PDMs), e a materialidade da cidade real, marcada pelo espraiamento, pela segregação socioespacial e pela fragilidade das infraestruturas básicas. A análise demonstra que a flexibilização das normas urbanísticas locais e a lógica do capital imobiliário têm prevalecido sobre a função social da cidade e da propriedade. Os resultados apontam para um crescimento urbano fragmentado que externaliza custos ambientais e sociais, desafiando o planejamento urbano de municípios de pequeno porte. A metodologia adotada abrange revisão bibliográfica, análise documental de legislações e levantamento de dados primários e secundários, oferecendo uma contribuição ao debate sobre o planejamento urbano e ordenamento do território em escalas municipais frequentemente invisibilizadas pelos estudos de urbanismo.
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