A MATERIALIDADE DO PATRIMÔNIO IMATERIAL
as dissociações fomentadas pela gestão pública municipal por meio do Corredor Cultural de Mossoró
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6686Palavras-chave:
Bens imateriais, Corredor Cultural, Gestão Pública, Proteção arquitetônicaResumo
A inauguração do Corredor Cultural de Mossoró trouxe contribuições relevantes para o fortalecimento da identidade local, tendo em vista a sua utilização como palco de eventos culturais e o desenvolvimento do turismo e do comércio da cidade. Por essa razão, a localidade recebe periodicamente a devida manutenção por parte do Poder Público Municipal. Em contrapartida, determinadas áreas enfrentam, de forma cada vez mais expressiva, a desfiguração de edificações detentoras de valor patrimonial, considerando a não implementação de leis preservacionistas pelo Município. Assim, objetiva-se compreender o distanciamento fomentado pela Gestão Pública entre o patrimônio cultural imaterial e material existentes na cidade de Mossoró-RN com a implantação do Corredor Cultural, a fim de estimular a equidade entre as políticas de preservação de bens imateriais e materiais. Para tanto, realizou-se o levantamento das legislações incidentes no município relacionadas ao reconhecimento e proteção de bens, assim como visitas à campo. Diante dos resultados, nota-se que a identidade do povo mossoroense está condicionada ao que a gestão pública fomenta, tendo como fator principal a celebração da história, das conquistas e da cultura da comunidade, ou seja, o seu patrimônio imaterial, enquanto a preservação do patrimônio arquitetônico não tem sido tratada com a mesma admiração.
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