A PRODUÇÃO CAPITALISTA DO ESPAÇO NO OESTE PARANAENSE
o Estado e a iniciativa privada na formação de Cascavel e de Toledo (1930–1950)
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6693Palavras-chave:
produção do espaço, planejamento urbano, Marcha para o Oeste, MARIPÁResumo
O processo de formação urbana no oeste do Paraná, a partir da década de 1930, esteve inserido em uma estratégia de ocupação territorial articulada entre o Estado e o capital privado, no contexto das políticas de interiorização e nacionalização do território brasileiro. A transição do sistema obrageiro para a colonização dirigida marcou a reestruturação das formas de apropriação e valorização da terra, ao consolidar a atuação das companhias colonizadoras como agentes centrais na produção do espaço regional. Nesse contexto, o artigo analisa comparativamente os processos de formação urbana de Toledo e Cascavel, ao evidenciar as suas diferenças de formação. Enquanto Toledo se configura como resultado de um projeto planejado de colonização privada, conduzido pela MARIPÁ, Cascavel apresenta uma formação inicialmente espontânea, posteriormente estruturada por ações do Estado e sob influência indireta da colonização privada. A partir da abordagem dos agentes produtores do espaço, buscamos compreender como essas distintas trajetórias de ocupação impactaram a organização territorial e a hierarquia urbana regional.
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