CONTRADIÇÕES ENTRE O PLANO IDEAL E O REAL NA URBANIZAÇÃO DO INTERIOR PAULISTA
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6708Palavras-chave:
Planejamento Urbano, Interior paulista, Polos de Crescimento, Ribeirão Preto, Ilha SolteiraResumo
Este trabalho investiga as contradições entre o plano ideal e a realidade da urbanização no interior paulista, por meio de uma análise comparativa entre as cidades de Ilha Solteira e Ribeirão Preto. A pesquisa contextualiza a produção do espaço urbano brasileiro a partir da década de 1930, marcada pela lógica do nacional-desenvolvimentismo, atuação estatal na ocupação territorial e influência do capital agrário privado, que geraram um desenvolvimento desigual. A metodologia emprega um estudo de caso comparativo, fundamentado em pesquisa bibliográfica, análise de planos urbanísticos e documentos de planejamento municipal, avaliação de políticas públicas e recursos, e exame das dinâmicas de fluxos regionais, sob uma perspectiva multiescalar (Lepetit, 2001; Monte Mor, 2006). Os resultados revelam como as trajetórias urbanas distintas dessas cidades expressam as contradições inerentes ao desenvolvimento desigual e à urbanização brasileira. A discussão aprofunda a crítica aos polos de crescimento, enfatizando a importância das ligações interindustriais internas para o sucesso do desenvolvimento regional, e aborda a fragmentação das políticas públicas e a tensão entre centralização e descentralização no federalismo brasileiro como fatores determinantes na produção do espaço urbano.
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