LONGE DA CAPITAL, PARTE DA METRÓPOLE
hierarquia das cidades de porte médio do oeste paranaense
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6713Palavras-chave:
cidades médias, rede de cidades, integração territorial, Oeste do ParanáResumo
O texto analisa a formação e consolidação da rede urbana no oeste do Paraná, com foco no período entre as décadas de 1960 e 1980, destacando o papel das políticas públicas de integração territorial e desenvolvimento regional. Inicialmente marcado por fragilidades econômicas e pouca integração com as demais regiões paranaenses, o oeste passou por transformações decorrentes da modernização agrícola e do incentivo à produção voltada à exportação, o que provocou êxodo rural e crescimento urbano. No contexto nacional, os Planos Nacionais de Desenvolvimento (PND) e a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) promoveram a descentralização econômica e fortaleceram cidades médias como polos regionais, bem como viabilizaram projetos modernizadores na região, como a usina hidrelétrica binacional de Itaipu. Programas destinados às cidades médias direcionaram investimentos em infraestrutura, emprego e serviços urbanos, visando conter fluxos migratórios para metrópoles e equilibrar a rede urbana. Nesse processo, cidades como Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo ganharam destaque, consolidando-se como centros dinâmicos e estratégicos. Apesar de limitações financeiras e dos impactos da crise econômica nos anos 1980, houve avanços na redução da pobreza e na estruturação urbana regional. Conclui-se que essas cidades médias continuam fundamentais para a articulação territorial e o equilíbrio da rede urbana.
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