A CULTURA QUEER E A HABITAÇÃO COMO INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DO ESPAÇO URBANO
experiências no Centro Histórico de São Luís
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6754Palavras-chave:
habitação, cultura queer, preservação urbana, centro histórico, ocupação do espaçoResumo
Este artigo analisa o papel da habitação e da cultura queer como ferramentas de preservação do Centro Histórico de São Luís. A partir do mapeamento de políticas habitacionais implementadas nas últimas décadas, evidencia-se que as iniciativas estatais foram insuficientes para garantir a permanência da população e reverter o esvaziamento urbano, ao tratarem a moradia como elemento secundário. Em contraponto, demonstra-se que a ocupação cotidiana — tanto por moradores quanto por coletivos culturais queer — desempenha um papel central na manutenção do espaço urbano, ao garantir uso contínuo, ativação de edifícios e produção de sociabilidade. A cena queer, ao ocupar casarões, ruas e espaços subutilizados por meio de festas e práticas culturais, contribui diretamente para a reativação e ressignificação do centro histórico. Conclui-se que a preservação urbana depende da articulação entre políticas de habitação e reconhecimento dessas práticas culturais como formas legítimas de ocupação e conservação do espaço.
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