A CULTURA QUEER E A HABITAÇÃO COMO INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DO ESPAÇO URBANO

experiências no Centro Histórico de São Luís

Autores

  • Ikaro Ferreira UEMA
  • Giovanna Oliveira
  • Maria Paula da Silva

DOI:

https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6754

Palavras-chave:

habitação, cultura queer, preservação urbana, centro histórico, ocupação do espaço

Resumo

Este artigo analisa o papel da habitação e da cultura queer como ferramentas de preservação do Centro Histórico de São Luís. A partir do mapeamento de políticas habitacionais implementadas nas últimas décadas, evidencia-se que as iniciativas estatais foram insuficientes para garantir a permanência da população e reverter o esvaziamento urbano, ao tratarem a moradia como elemento secundário. Em contraponto, demonstra-se que a ocupação cotidiana — tanto por moradores quanto por coletivos culturais queer — desempenha um papel central na manutenção do espaço urbano, ao garantir uso contínuo, ativação de edifícios e produção de sociabilidade. A cena queer, ao ocupar casarões, ruas e espaços subutilizados por meio de festas e práticas culturais, contribui diretamente para a reativação e ressignificação do centro histórico. Conclui-se que a preservação urbana depende da articulação entre políticas de habitação e reconhecimento dessas práticas culturais como formas legítimas de ocupação e conservação do espaço.

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Publicado

08-09-2026

Como Citar

FERREIRA, Ikaro; OLIVEIRA, Giovanna; DA SILVA, Maria Paula. A CULTURA QUEER E A HABITAÇÃO COMO INSTRUMENTOS DE PRESERVAÇÃO DO ESPAÇO URBANO: experiências no Centro Histórico de São Luís. Anais do 19º Seminário de História da Cidade e do Urbanismo, [S. l.], v. 1, n. 1, 2026. DOI: 10.4025/shcu.v1i1.6754. Disponível em: https://anais.uel.br/portal/index.php/shcu/article/view/6754. Acesso em: 17 set. 2026.

Edição

Seção

Eixo 3 — Representações, Memória e Preservação do Urbano