A EMPRESA COIMBRA BUENO & CIA LTDA E A FORMAÇÃO DO MOSAICO URBANÍSTICO DE GOIÂNIA-GO (1933-1951)
agentes públicos, urbanistas e empreendedores imobiliários
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6763Palavras-chave:
Goiânia, Coimbra Bueno & Cia, mosaico urbanístico, cidades novas, acervos de urbanismoResumo
Este artigo analisa a atuação da empresa Coimbra Bueno & Cia Ltda na materialização de Goiânia, capital de Goiás. Contratada em 1934 para executar as obras da nova capital de Goiás, a empresa assumiu funções além do previsto: entre 1936 e 1938, passou a coordenar os projetos urbanísticos e arquitetônicos, tornou-se representante do Estado na comercialização de lotes e recebeu, como parte do pagamento, glebas no entorno do núcleo pioneiro, levando a ampliação da área urbana em 1947. A análise das fontes primárias, revelou que Setor Sul foi veículo de divulgação da nova capital e de circulação de ideias urbanísticas; a empresa atuou como agente urbanizador na expansão leste-oeste (Setor Coimbra) e norte-sul (Setor Bueno) entre 1933 e 1951. A análise dos acervos Abelardo Coimbra Bueno e do jornal O Popular, indica o papel da empresa nas esferas pública e privada, permeando a materialização da cidade em seu período gestacional (1933-1951). Considerando os atributos de cidade nova (Trevisan, 2020) e a atuação dos irmãos Jerônymo e Abelardo Coimbra Bueno, também à frente do Departamento de Viação e Obras Públicas (DVOP), constata-se uma forma urbana fragmentada e descontínua a partir dos bairros oriundos de interesses político-institucionais e econômico-fundiários.
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