PLANEJAMENTO E DESCONTINUIDADES
do ideal ao real no caso da Nova Castro
DOI:
https://doi.org/10.4025/shcu.v1i1.6771Palavras-chave:
produção do espaço urbano, planejamento urbano, segregação socioespacial, bairros planejados, CastroResumo
O presente artigo analisa o projeto urbano da chamada Nova Castro, no município de Castro, à luz das contradições entre planejamento e produção efetiva do espaço urbano. Partindo da crítica ao urbanismo tecnicista, conforme Ermínia Maricato, discute-se o distanciamento entre cidade ideal e cidade real, evidenciando o papel do risco e da descontinuidade na materialização dos planos urbanos. O estudo de caso centra-se na execução parcial do projeto, que resultou na implantação do bairro Jardim Alvorada como único subprojeto efetivado. Destinado à habitação de interesse social, o empreendimento foi implantado em área periférica e desconectada da malha urbana consolidada, gerando dificuldades de acesso a serviços e reforçando dinâmicas de segregação socioespacial. A não continuidade dos demais subprojetos, associada a entraves técnicos, econômicos e simbólicos, evidencia os limites de um planejamento “fora do eixo” dissociado das condições concretas do território. Argumenta-se que o insucesso do projeto não deve ser compreendido apenas como falha, mas como processo ativo de produção do espaço urbano, que engendra fragmentação, isolamento e desigualdade. O caso analisado reforça a necessidade de compreender o planejamento urbano como prática atravessada por conflitos, e não como instrumento neutro de ordenamento.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Bianca Paola Comin, Gabriela da Silva Olympio

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.