PROFISSIONAIS DE SAÚDE E O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A CAPACITAÇÃO

Autores

  • Bruna Ilona Queiroz de Faria Universidade Estadual do Paraná

Palavras-chave:

Violência doméstica, Saúde pública, Capacitação profissional, Feminicídio

Resumo

Introdução: A violência doméstica constitui um grave problema de saúde pública, afetando, majoritariamente, mulheres em situações de vulnerabilidade, e ocorre em sua maioria, dentro do próprio ambiente familiar. Caracteriza-se por ser uma violência silenciosa e contínua, resultando em uma média de 3,5 vítimas por dia no Brasil, segundo o último Mapa da Segurança Pública de 2024. Nesse contexto, os serviços de saúde tornam-se, frequentemente, a principal porta de entrada para essas vítimas. No entanto, a ausência de preparo por parte dos profissionais da saúde para identificar sinais físicos, emocionais e comportamentais pode contribuir para a invisibilização do problema, perpetuando o ciclo de violência. Objetivo: Estimular a discussão sobre a importância da capacitação dos profissionais de saúde para o enfrentamento da violência doméstica, ressaltando que a formação adequada é uma ferramenta essencial para romper o ciclo da violência e proteger a mulher contra o feminicídio. Metodologia: Estudo qualitativo e exploratório que visa discutir a importância da capacitação dos profissionais de saúde no enfrentamento da violência doméstica, destacando a formação como ferramenta fundamental para a proteção da mulher e a interrupção do ciclo da violência, especialmente contra o feminicídio. Resultados: A falta de capacitação dos profissionais de saúde dificulta a identificação, o atendimento e a notificação da violência contra a mulher, comprometendo o cuidado às vítimas. Isso reforça a necessidade de formação adequada para melhorar a resposta e combater o ciclo da violência.

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Publicado

2025-12-02