FEMINICÍDIO
A FACE MAIS HEDIONDA DO PATRIARCADO E A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO CENTRO ESPECIALIZADO DE ATENÇÃO E APOIO AS VÍTIMAS DE CRIMES – CAAV DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Palavras-chave:
Feminicídio, Serviço Social, Judiciário, Violência, VítimaResumo
O presente trabalho é um esforço empreendido de reflexão e sistematização sobre a atuação do assistente social no CAAV do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sobretudo nos casos de feminicídios consumados e tentados. Buscou-se desvelar o fenômeno do feminicídio como a expressão mais extrema da violência de gênero, atravessada pelos marcadores sociais de relações desiguais de poder e subordinação feminina. Com base em uma perspectiva interseccional, o texto destaca a potência do acolhimento técnico, possível pela escuta ativa e pela qualificação das orientações e dos encaminhamentos como estratégias do trabalho profissional no combate à violência de gênero. Para tanto é apresentado também a amostra de um levantamento do perfil dos atendimentos, revelando a predominância de mulheres negras, pobres e periféricas, o que reforça a necessidade do debate sobre políticas públicas e protocolos de atuação específicos. Defende-se, a importância do fortalecimento da rede de proteção como resposta ao que é considerado hoje uma epidemia do feminicídio.
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