Avaliação terapêutica e psicodiagnóstico interventivo

aproximações e distanciamentos

  • Miriam Chicalski Universidade Estadual de Londrina - UEL
  • Fabiano Koich Miguel Universidade Estadual de Londrina
Palavras-chave: Avaliação Psicológica, Avaliação Terapêutica, Psicodiagnóstico Interventivo

Resumo

O presente resumo busca realizar uma revisão narrativa sobre dois modelos de Avaliação Psicológica: Avaliação Terapêutica e o Psicodiagnóstico Interventivo, apontando aspectos que se aproximam e que se distanciam dentro das duas práticas. O Psicodiagnóstico Interventivo é um modo específico de Psicodiagnóstico que se caracteriza como um procedimento clínico que visa realizar intervenções ao longo da avaliação psicológica e não apenas após seu término. Neste modelo de Avaliação Psicológica não há um número definido de sessões e nem etapas a serem cumpridas, há apenas eixos norteadores que possibilitem a realização do trabalho, ou seja, este modelo não contém procedimentos pré-estruturados. Seus efeitos podem aprofundar a vivência do paciente e potencializar os efeitos terapêuticos, bem como preparar o paciente para iniciar uma psicoterapia e corroborar na promoção da saúde mental, podendo até, em alguns casos, substituir uma longa psicoterapia. Assim como o Psicodiagnóstico Interventivo, a Avaliação Terapêutica não restringe as intervenções ao fim do processo diagnóstico e, por meio do material clínico e dos dados obtidos com testes, busca uma compreensão profunda e global do paciente, visando alcançar a singularidade deste. O processo de Avaliação Terapêutica foi semiestruturado em seis etapas, sendo estas: (1) realizar a entrevista inicial e auxiliar o sujeito a construir questões que gostaria que fossem trabalhadas ao longo dos atendimentos; (2) aplicação de testes e técnicas; (3) sessões interventivas que serão preparadas a partir dos dados obtidos nas duas primeiras etapas; (4) sessão de síntese e discussão dos resultados obtidos até então; (5) escrita dos resultados; (6) sessão de follow-up. Este modelo de psicodiagnóstico possui como principal objetivo ajudar as pessoas atendidas a desenvolverem autoconhecimento e potencializar a busca pelo progresso pessoal e/ou a cura, tendo como princípio básico uma maior integração do sujeito, bem como prepará-lo para futuros encaminhamentos caso precise. Deste modo, observa-se que tanto o Psicodiagnóstico Interventivo como a Avaliação Terapêutica possuem objetivos e efeitos semelhantes, porém mostrando divergências em relação aos procedimentos adotados. A Avaliação Terapêutica possui etapas semiestruturadas e bem delineadas, enquanto o Psicodiagnóstico Interventivo apresenta procedimentos menos estruturados e mais abertos.

Publicado
2019-11-13