As pautas morais como instrumentos de guerra
“defesa da família” e “ideologia de gênero” na campanha eleitoral de 2018
Palavras-chave:
religião e política, pautas morais, evangélicos, Confessionalização das políticas públicasResumo
Neste artigo, objetivamos analisar como candidatos evangélicos pentecostais mobilizaram um discurso beligerante durante suas campanhas eleitorais à Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), em 2018, na busca por construir e fundamentar suas identidades na dicotomia entre o que consideram como “bem” e “mal”, opondo-se às mudanças culturais e demonizando oponentes. Por meio das pautas morais como “defesa da família” e “ideologia de gênero”, visam a moralização ou confessionalização das políticas públicas, acionando pânicos morais e medos coletivos como recursos para impulsionar suas campanhas, garantir coesão e engajamento do nicho cristão e deslocar o debate público de temas sociais para a defesa de pautas de cunho religioso. É perceptível, como veremos
adiante, que o ativismo conservador evangélico, na produção e difusão de sua identidade, está profundamente aportado no embate contra as transformações culturais nos costumes e valores.
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