As pautas morais como instrumentos de guerra

“defesa da família” e “ideologia de gênero” na campanha eleitoral de 2018

Autores/as

  • Frank Antonio Mezzomo Universidade Estadual do Paraná
  • Brandon Lopes dos Anjos Universidade Federal do Paraná

Palabras clave:

religião e política, pautas morais, evangélicos, Confessionalização das políticas públicas

Resumen

Neste artigo, objetivamos analisar como candidatos evangélicos pentecostais mobilizaram um discurso beligerante durante suas campanhas eleitorais à Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), em 2018, na busca por construir e fundamentar suas identidades na dicotomia entre o que consideram como “bem” e “mal”, opondo-se às mudanças culturais e demonizando oponentes. Por meio das pautas morais como “defesa da família” e “ideologia de gênero”, visam a moralização ou confessionalização das políticas públicas, acionando pânicos morais e medos coletivos como recursos para impulsionar suas campanhas, garantir coesão e engajamento do nicho cristão e deslocar o debate público de temas sociais para a defesa de pautas de cunho religioso. É perceptível, como veremos
adiante, que o ativismo conservador evangélico, na produção e difusão de sua identidade, está profundamente aportado no embate contra as transformações culturais nos costumes e valores.

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Biografía del autor/a

Frank Antonio Mezzomo, Universidade Estadual do Paraná

Doutor em História Cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente nos Programas de
Pós-Graduação Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento (PPGSeD) e História Pública (PPGHP) da
Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Brandon Lopes dos Anjos, Universidade Federal do Paraná

Graduado em História pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

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Publicado

2026-07-28