A Desnaturalização Sentimental e a Regeneração Ancestral: duas faces em um só sujeito
Palavras-chave:
Desnaturalização sentimental, Povo Balanta, Língua Balanta, Fluxo de transmissão, AutoetnografiaResumo
Este artigo visa desnaturalizar o valor sentimental do sujeito em busca de raízes ancestrais, demonstrando a função regenerativa que restaura o fluxo de transmissão e o desenvolvimento cultural do povo Balanta na Guiné-Bissau. A análise revela um perfil duplifacetado que expõe as assimetrias do epicentro identitário do grupo, com foco central na língua Balanta. Metodologicamente, utiliza-se uma abordagem qualitativa descritiva através da autoetnografia, buscando sedimentar o sentimento de pertença e restabelecer a conexão com a matriz cultural. O estudo centraliza-se na perseverança dos saberes e na reconstrução dos elos de conexão ancestral. Entretanto, observa-se que muitos sujeitos operam sob um alheamento identitário, mantidos pela ilusão de um status "civilizado" que os afasta de sua própria gênese. Esta é a face mais perversa da assimilação: a crença no progresso individual enquanto se caminha para o apagamento das raízes coletivas.
Doutor em Antropologia, Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FACH/UFMS) e docente permanente do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFMS) da mesma universidade. E-mail de contato: francesco_romizi@ufms.brDoutor em Antropologia, Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FACH/UFMS) e docente permanente do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFMS) da mesma universidade. E-mail de contato: francesco_romizi@ufms.br