As As vivências quilombolas como agência de (re)existência no lugar antropológico em disputa
O Quilombo Tia Eva em Campo Grande/MS
Palavras-chave:
antropologia, quilombo urbano, territorialidade, memória, Campo Grande/MSResumo
A urbanização em Campo Grande/MS historicamente colocou em detrimento suas populações preexistentes, como o Quilombo Tia Eva, resultando na fragmentação territorial e na apropriação de seus bens culturais. Sob a perspectiva do lugar antropológico, a (multi)territorialidade constitui-se como campo de disputas materiais e simbólicas e de afirmação identitária. Nesse contexto, a religiosidade emerge como dimensão da vida social: por meio da dramatização ritual, assim é na Igreja e Festa de São Benedito, transformando-o em lugar de luta, memória e emancipação negra. Referência também de que população afrodescendente no Brasil precisou produzir, suas próprias condições de existência, organização coletiva e reconhecimento.