A A violência contra a mulher como problema social e educativo: práxis inclusiva com estudante com tea no ensino de sociologia
Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Violência contra a mulher, Ensino de Sociologia, pedagogia histórico críticaResumo
O presente trabalho analisa a violência contra a mulher como um problema social e educativo, a partir de uma prática pedagógica inclusiva desenvolvida no ensino de Sociologia com uma estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no Ensino Médio do Instituto Federal do Paraná – Campus Astorga. Fundamentado no materialismo histórico-dialético e na teoria histórico-cultural, o estudo compreende a violência de gênero como expressão das desigualdades estruturais da sociedade e defende o papel da escola na formação crítica dos sujeitos. A proposta pedagógica foi organizada com base na Pedagogia Histórico-Crítica, priorizando a mediação intencional do conhecimento e a apropriação de conteúdos sociológicos de forma significativa. Metodologicamente, foram utilizadas estratégias diversificadas, como recursos audiovisuais, leitura mediada de textos literários e análise da música “Respeita as Mina”, visando à ampliação do repertório cultural e à problematização da temática. Como culminância, a estudante produziu uma poesia autoral, posteriormente socializada em diferentes espaços, como sala de aula, sarau e rádio local. Os resultados indicam avanços na expressão, autonomia e construção de uma leitura crítica da realidade social, evidenciando que práticas inclusivas, quando fundamentadas teoricamente, possibilitam o acesso de estudantes com deficiência ao conhecimento científico e à participação social. Conclui-se que a articulação entre Sociologia, arte e educação especial inclusiva contribui para a formação de sujeitos críticos e para a promoção dos direitos humanos.