A biopolítica da "proteção"
cis-separatismo, pânico moral e as convergências neoconservadoras
Palavras-chave:
Cis-separatismo, Pânico moral, Biopolítica, NeoconservadorismoResumo
Este ensaio teórico analisa o cis-separatismo no debate contemporâneo de gênero, focalizando a retórica da “proteção” feminina como estratégia de exclusão de pessoas trans e travestis. Sustenta-se que essa matriz discursiva opera como tecnologia biopolítica de gestão diferencial da vida, articulando essencialismo biológico, pânico moral e controle sobre regimes de visibilidade. Por meio de revisão bibliográfica crítica, argumenta-se que tal gramática estabelece convergência pragmática com o maquinário neoconservador, fornecendo legitimidade simbólica a iniciativas restritivas de direitos. Conclui-se pela urgência de alianças interseccionais na defesa dos direitos humanos.