Extensão universitária, associativismo canábico e direito à saúde:
experiências do Programa Práxis Itinerante no enfrentamento ao proibicionismo
Palabras clave:
extensão universitária, cannabis medicinal, cidadania, cultura, associativismo, direito a saúdeResumen
Este artigo analisa experiências de extensão universitária desenvolvidas
pelo Programa de Extensão Práxis Itinerante em parceria com as associações
canábicas Cura em Flor (PR) e Maria Flor (SP), no contexto dos debates sobre o
uso terapêutico da cannabis no Brasil. Partindo das lacunas regulatórias e dos
efeitos sociais do proibicionismo, o texto discute como a extensão universitária pode
se constituir como prática político-cultural voltada à promoção do direito à saúde, à
democratização do conhecimento e ao enfrentamento do estigma.
Metodologicamente, o estudo baseia-se em levantamento bibliográfico, análise de
documentos institucionais, legislações, notícias e na sistematização de ações
extensionistas, como termos de compromisso, eventos acadêmicos e espaços
públicos de debate. Argumenta-se que tais iniciativas fortalecem o diálogo entre
universidade, associações e sociedade, legitimando saberes produzidos no âmbito
do associativismo canábico e ampliando a incidência social da universidade pública.
Conclui-se que o Práxis Itinerante reafirma a extensão universitária como dimensão
central da cultura acadêmica, comprometida com a cidadania, a justiça social e a
transformação da realidade.