O banzo não é só saudade
subjetividades negras e o Candomblé como espaço de cura na diáspora
Palavras-chave:
Banzo, Candomblé, Diáspora Negra, Reterritorialização, Epistemologias NegrasResumo
Este artigo discute o banzo como trauma ancestral da diáspora negra e as potencialidades do Candomblé como espaço de reterritorialização. O problema central reside na persistência dessa dor subjetiva diante do racismo estrutural e do epistemicídio. O objetivo é analisar, teoricamente, como as comunidades de terreiro operam enquanto tecnologias de cura e reconstrução identitária. Metodologicamente, realizou-se um levantamento bibliográfico sobre o tema, articulando conceitos da Antropologia e da Geografia Cultural. Os resultados indicam que o Candomblé, por meio de seus símbolos e práticas, cria formas de enfrentamento ao trauma colonial, permitindo que experiências de desterro sejam reelaboradas como pertencimento e ação política.